A polêmica do andador…

28.01.2013
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Amigos,Estou muito impressionado com a repercussão da nossa última publicação sobre andadores. Quase 6000 pessoas leram e discutiram o tema no Facebook/pediatriaintegral.  É bacana ver a “comunidade” crescendo e mobilizada. Obrigado a todos pelo seu interesse e seus comentários.

Creio que o tema ‘proibição” eleva os ânimos e o tom da discussão. Temos um certo fetichismo com a liberdade (regras e leis são essenciais para a verdadeira liberdade) e muitos de nós sentem aversão à tutela do estado – ainda mais um estado tão decepcionante como o do nosso pais, tão negligente em fazer seus deveres de casa mais básicos.

Acontece que em medicina, a maioria das decisões se toma em função de avaliações coletivas: estatísticas. O grande problema é que elas não se aplicam ao individuo, necessariamente, e ai vem as experiências pessoais contestar as proposições baseadas em grandes populações. Um exemplo clássico, mas já amplamente superado, é o “meu avô fumou até os 90 anos e morreu de acidente”. Há um amplo consenso social sobre os males do cigarro, e é bom saber que o que se conhece sobre ele vem justamente das estatísticas. Um outro exemplo é o das vacinas: quando se toma uma decisão de vacinar ou não uma população, se leva em conta especialmente o numero de casos graves da doença. Damos vacina contra o sarampo, não para prevenir a doença banal, mas as suas complicações, que são freqüentes e graves o suficiente para justificar gastar milhões e impor a vacina a toda uma nação. É dever do Estado proteger a sociedade, e algumas decisões podem ser polêmicas.

O andador ainda não foi proibido. É claro que muita gente tem experiências positivas. Mas o fato é que ele é um dos principais responsáveis por acidentes graves na 1a infância, e os acidentes acontecem mesmo em famílias de pais não necessariamente negligentes, como foi apontado por muitos. O andador facilita uma mobilidade que a criança não controla, e as vezes o risco pode se sobrepor à vigilância dos pais e mães. Seria, guardadas as devidas proporções, como ter uma arma em casa. Num caso ou no outro, literalmente: todo cuidado é pouco.

Foto: Amigos,

Estou muito impressionado com a repercussão da nossa última publicação sobre andadores. É bacana ver a “comunidade” crescendo e mobilizada. Obrigado a todos pelo seu interesse e seus comentários.

Creio que o tema ‘proibição” eleva os ânimos e o tom da discussão. Temos um certo fetichismo com a liberdade (regras e leis são essenciais para a verdadeira liberdade) e muitos de nós sentem aversão à tutela do estado – ainda mais um estado tão decepcionante como o do nosso pais, tão negligente em fazer seus deveres de casa mais básicos.

Acontece que em medicina, a maioria das decisões se toma em função de avaliações coletivas: estatísticas. O grande problema é que elas não se aplicam ao individuo, necessariamente, e ai vem as experiências pessoais contestar as proposições baseadas em grandes populações. Um exemplo clássico, mas já amplamente superado, é o “meu avô fumou até os 90 anos e morreu de acidente”. Há um amplo consenso social sobre os males do cigarro, e é bom saber que o que se conhece sobre ele vem justamente das estatísticas. Um outro exemplo é o das vacinas: quando se toma uma decisão de vacinar ou não uma população, se leva em conta especialmente o numero de casos graves da doença. Damos vacina contra o sarampo, não para prevenir a doença banal, mas as suas complicações, que são freqüentes e graves o suficiente para justificar gastar milhões e impor a vacina a toda uma nação. É dever do Estado proteger a sociedade, e algumas decisões podem ser polêmicas.

O andador ainda não foi proibido. É claro que muita gente tem experiências positivas. Mas o fato é que ele é um dos principais responsáveis por acidentes graves na 1a infância, e os acidentes acontecem mesmo em famílias de pais não necessariamente negligentes, como foi apontado por muitos. O andador facilita uma mobilidade que a criança não controla, e as vezes o risco pode se sobrepor à vigilância dos pais e mães. Seria, guardadas as devidas proporções, como ter uma arma em casa. Num caso ou no outro, literalmente: todo cuidado é pouco.

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