Famílias de um Novo Tempo

29.07.2013
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Queridos amigos,
Chegamos a 6.000 leitores em nossa página no Facebook. Alguns de nossos textos tem sido lidos por mais de meio milhão de pessoas. Para comemorar, publico novamente um artigo que resume muito do que vemos como as atitudes mais importantes para as famílias de hoje. Chama-se “Famílias de um Novo Tempo”. O conteúdo aqui resumido será matéria de um curso que daremos na Casa do Saber do Rio, em breve, com outros super-profissionais da área.

Famílias de um Novo Tempo

Nossos filhos são meninos e meninas do século XXI. Está na hora de sermos pais e mães deste século também; de prestar atenção ao que é realmente importante para nossas crianças, para seu presente e seu futuro. Afinal, somos modernos ou não?

Então, pense menos no chão frio e no vento encanado. O país com menor mortalidade infantil no mundo é a Islândia (Iceland: a terra do gelo). Você mora no Rio, não tem sequer o direito de usar a expressão “que frio”. Então: pé no chão gelado, sim, geléia de mocotó não. O que faz mal para as crianças hoje? Comida industrializada: gordura ruim, sal em excesso, aditivos, conservantes e especialmente o açúcar – que vicia como qualquer droga. A lista é das boas: obesidade, diabetes, hipertensão, câncer, infarto. No copinho de mate, no refrigerante, e pasme – no suco “natural”, tem duas colheres de sopa do danado, além de benzenos e outros aditivos, que causam hiperatividade e câncer. Não deixe a indústria alimentar seu filho – ela não está preocupada com a sua saúde. Alimente-o você, com comida natural: carboidratos complexos, frutas, legumes, boas proteínas e bons óleos vegetais. Use orgânicos: estão cada vez mais disponíveis e baratos, e fazem bem para o planeta e seus habitantes.

Sem radicalismos: um biscoito, um sorvete eventual é um prazer para a criança…. mas açúcar em excesso no dia a dia de um bebê faz muito mal e cria um péssimo hábito.

Compre menos Baby Einsteins e Galinhas, ofereça mais presença, afeto, atenção – o quanto você puder. Esqueça tanta natação, ioga, culinária e inglês, e deixe que brinquem mais sozinhas – vão ser mais criativas, inteligentes e seguras. Cuide de prevenir os acidentes – informe-se, revise a sua casa; e no carro, criança nunca fora da cadeirinha – nunca. E, se puder, evite a creche antes de um ano de idade.

É perfeitamente possível que nossos filhos vivam até os 120 anos. Mas para isso, eles tem que aprender a se cuidar e a cuidar da sociedade e do planeta onde vivem.

A boa notícia: cuidar de si e do coletivo caminham juntos. Está provado: contato com natureza melhora a saúde das crianças, reduz a obesidade e a hiperatividade, fortalece as defesas imunológicas. Aliás, verifique: tudo que faz bem à saúde faz bem à natureza, e vice versa. Comer bem; fazer exercícios – de preferência ao ar livre (ajude-o a gostar de esportes); usar a bicicleta e a bola. Menos shopping, menos roupas e marcas (calma, cuidar do ambiente também gera emprego), mais praça e floresta, mais convívio com amigos e família. Reciclar o lixo junto com eles. Desligar a TV e o computador ajuda a reduzir o consumismo e a comer melhor. Aí eles vão passar mais tempo fora de casa, e você vai passar a exigir que o espaço público seja melhor cuidado, que tenhamos mais praças e árvores, menos carros e melhor transporte coletivo, praias limpas (saneamento para todos)… ciclos virtuosos.

Nossas crianças terão que construir seu próprio mundo remendando nossos erros. Podemos prepará-las melhor para essa difícil tarefa. Expô-las à diversidade em todos os sentidos, ajudá-las a entender que a desigualdade e a injustiça fazem mal a todos, e que cuidar da natureza e do próximo é fundamental para o seu futuro.

A gente só cuida do que ama; só ama o que experimenta. Se nossas crianças precisam da natureza para sua saúde, também a natureza precisa da presença delas para que a amem, preservem e defendam.

Então: para que seus filhos e o mundo onde eles viverão sejam saudáveis, desligue a TV e corra com eles para aquela cachoeira geladinha. E deixe o tablet em casa.

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