Minha filha não quer a comida caseira mas adora a papinha….

28.10.2013
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Situação comum no consultório pediátrico: minha filha não quer a comida caseira mas adora a papinha industrial (Nestlé). Porque será?

Se você já provou a papinha de frutas, sabe que ela queima de tão doce. Olhando a fórmula, não se encontra açúcar… quanta inocência. A indústria usa suco de maçã e amido, dois nutrientes com altíssimo índice glicêmico (que mede a velocidade que o alimento se transforma em glicose no sangue, quanto maior mais nocivo), para adoçar as papinhas e torná-las irresistíveis para as crianças. O ácido cítrico neutraliza o “enjôo” do excesso de doce e as torna ainda mais “melhores”. Nas salgadas, uma base de batata, amido, abóbora e sal garantem a dose certa de sabor doce/salgado para que a papinha seja uma delícia para o bebê. Como a comida caseira não tem esses artifícios nocivos, ela se torna menos atrativa.

Nossa orientação há muitos anos é essa: papinha industrial, só na emergência – viagens, etc. E de preferência salgada. Em vez de levar a papinha doce, porque não levar uma banana em sua embalagem natural e maravilhosa, a casca?

Aqui os links para matérias interessantes sobre o assunto:

http://fechandoziper.com/blog/desvendando-rotulos/papinha-industrializada-e-agora/

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/09/1342994-papinha-para-bebe-industrializada-e-mais-doce-e-tem-menos-nutrientes-que-a-feita-em-casa.shtml

E aqui, uma matéria da imprensa internacional mostrando como a Nestlé anda contribuindo para o “aumento de peso” da nossa população: a epidemia de obesidade entre os mais pobres tem como forte fator causal a substituição de alimentos tradicionais pelos industrializados. O marketing é cruel, e faz acreditar que o alimento industrial é indispensável para a saúde… (obrigado, Eduardo Martino).

http://www.ft.com/cms/s/2/6e0319c2-5fee-11e0-a718-00144feab49a.html#axzz2fSTt2zSS

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