Vacinas e Autismo – mais uma prova de que não há associação

27.11.2015
, , , , , , , , , , , , ,  - 

Vacina é tema controverso para muitos. Sabemos que, como em qualquer produto comercial, em especial da indústria farmacêutica, existem interesses financeiros que se voltam muito mais para o lucro do que para a saúde de fato, e atropelam muitas vezes a verdade, ou outros valores e princípios ainda mais importantes. Em nosso artigo sobre a vacina do HPV, discutimos como sua aprovação foi feita às pressas, marcada por casos de conflitos de interesse e por recompensas escusas; dos casos registrados de efeitos colaterais sérios; além de sua proposição para aplicação indiscriminada a meninos e meninas, cuja base científica e epidemiológica é contestada em estudos sérios. Nossa recomendação na época foi: cautela. É um produto relativamente novo. Reiteramos, por outro lado, que se trata de uma recomendação do Ministério da Saúde – de vários países, não só o nosso – e sugerimos aos leitores se informarem ao máximo, recomendando também textos e links que se pronunciavam a favor do produto.

Mas existem outras vacinas, contra doenças graves, que vem sendo evitadas por pais e mães, sem motivos exceto mitos comprovadamente falsos, expondo a saúde de seus filhos e da sociedade em geral a riscos desnecessários.

A associação entre a vacina tríplice (sarampo, cachumba e rubéola) e o autismo se originou de uma simples fraude, já totalmente desvendada (veja no link, uma boa reportagem do nosso melhor órgão de imprensa, hoje, na minha opinião – o El País- Brasil). E é incrível o que já se despendeu de dinheiro para comprovar que não é verdade. E o custo dessa mentira:- um importante aumento de casos de sarampo nos EUA e em outros países.

Este último estudo, muito respeitável, analisou dados de 95.000 crianças americanas, e nem mesmo nos casos de maior risco —crianças com irmãos afetados— a associação apareceu.

Por outro lado, o que muitos ignoram é a gravidade potencial dessas doenças. Quando se decide por uma vacina, leva-se em consideração o risco de casos graves. O sarampo nem sempre é uma doencinha que causa erupção, febre e catarro e passa em uma semana. Em poucos mas significativos casos, ele pode matar de pneumonia ou deixar sequelas permanente em uma criança vítima de encefalite. E a rubéola congênita, gravíssima quando contraída precocemente na gestação? Vacinamos toda a população para proteger mães e seus filhos e filhas, ainda na gravidez.

E como relatamos aqui há pouco tempo: uma das associações mais claras para o autismo é o contato intenso com agrotóxicos na gravidez (não ingerido, mas a moradia em áreas de uso).

Então, para protegermos nossos filhos, o melhor é vaciná-los corretamente. Melhor ainda, dê um pulo na feirinha de orgânicos e aproveite para fazer um passeio na natureza.

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/04/21/ciencia/1429604911_179701.html

Compartilhe !