Práticas Alternativas

07.09.2011
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Da mesma forma que amplia o contexto e o olhar sobre a criança, a pediatria integral amplia também as possibilidades de intervenção. A medicina convencional é extremamente importante e eficaz para muitos problemas,especialmente os mais graves: doenças estruturadas como pneumonias e meningites, câncer e outras; ou acidentes e problemas catastróficos.

Mas ela pode ser limitada para propor abordagens para problemas mais comuns, como viroses, resfriados e gripes, diarréias, infecções leves ou repetitivas, as alergias, distúrbios emocionais… e para muitas questões do dia a dia da criança, como o sono, o controle de esfíncteres, as birras, a seletividade alimentar, a falta de apetite e tantos outros. Muitas vezes  também suas intervenções são excessivas ou agressivas para o organismo da criança, como remédios psicotrópicos ou cortisonas e outras medicações com efeitos colaterais indesejáveis. Outras vezes por falta de alternativas, a medicina convencional acaba por medicalizar excessiva ou erradamente, como no caso clássico e muito comum dos antibióticos prescritos para doenças virais, como as gripes. Ou mais recentemente, de medicamentos psicoativos que vêm claramente sendo sobreutilizados em problemas emocionais das crianças.

A pediatria integral busca as alternativas mais adequadas a cada situação: seja da medicina convencional, seja em outras terapias, tradicionais e reconhecidas. O importante é encontrar as ferramentas mais apropriadas para oferecer às famílias soluções para problemas tão comuns e importantes. Homeopatia, acupuntura, florais, nutrição funcional, psicoterapia, medicina fitoterápica, visualização e técnicas de comunicação são alguns dos recursos utilizados para ajudar crianças e famílias. Além da valiosa contribuição de profissionais importantes como psicólogos, psicopedagogos, educadores,  fisioterapeutas/psicomotricistas, dentistas, fonoaudiólogos, monitora perinatal, educadores físicos e outros.

Por outro lado, a utilização de práticas alternativas deve ser critica e judiciosa. Existem excelentes tratamentos e remédios mais suaves ou naturais com ótimos resultados, mas não existem panacéias ou terapias milagrosas. Quando um tratamento proposto para um problema de saúde determinado tem um bom suporte de evidência científica ou uma utilização tradicional como a acupuntura e a homeopatia, e é de baixo risco, deve ser utilizado.

Mas acima de tudo, esta abordagem oferece um espaço de conversa e reflexão, que nos ajuda a entender as questões de nossos filhos em nossos contextos familiares, sociais e culturais. Apenas este diálogo já pode resolver inúmeras situações, ajudar a criança e melhorar a qualidade de vida de toda a família.

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